As verdadeiras cruzetas de quatro vias são pouco comuns. Removemos e biselámos uma em aço X20 resistente à fluência, com 61,5 mm de espessura de parede, em 36 horas.
Na construção de tubagens, as cruzetas — derivações de quatro vias numa única peça — são uma raridade. Os T de três vias constam de todas as normas; as derivações de quatro vias são geralmente fabricadas a partir de dois T individuais. Quando uma verdadeira cruzeta está instalada, existem normalmente razões estruturais ou de escoamento — e isso torna a remoção exigente.
O projeto
Material: X20CrMoV12-1, um clássico aço Cr-Mo resistente à fluência, típico das linhas de vapor de alta temperatura em centrais elétricas. Dimensão: 521 × 61,5 mm (diâmetro exterior × espessura de parede). A tarefa: remoção completa da cruzeta da instalação e biselagem dos quatro lados com um ângulo de preparação de soldadura definido.
O que torna o X20 difícil
O X20 não é um material que se atravesse simplesmente com o maçarico. O elevado teor de crómio e molibdénio torna-o sensível ao endurecimento e à fissuração induzida por hidrogénio sob aporte térmico não controlado. Cortar significa a frio — ou seja, mecanicamente.
A nossa solução
- Máquina split-frame, dimensionada para diâmetro exterior > 500 mm.
- Vários postos de ferramenta para o corte e biselagem em paralelo dos quatro lados.
- Parâmetros de avanço reduzido, adequados ao material resistente à fluência.
- Monitorização contínua do aporte térmico.
Resultado
36 horas no total — desde a montagem da primeira máquina de corte até à validação do quarto bisel. A cruzeta ficou pronta para inspeção na zona de armazenamento, com todas as preparações de soldadura conformes em ângulo e em superfície.
Este é o trabalho corrente de um empreiteiro especializado em maquinação no local: não um substituto da oficina, mas qualidade de oficina onde a peça já se encontra.
